quarta-feira, 3 de março de 2010

PENA DE MORTE: GENEBRA NEGA A JUSTIÇA, O TEXAS (EUA) A PROMOVE.

De 24 a 26 de fevereiro de 2010 ocorreu em Genebra - cidade de Calvino – o IV Congresso Mundial contra a Pena de Morte. A Suíça, co-patrocinadora do evento, considera a pena de morte “um obstáculo inaceitável para a marca da humanidade”, afirmou o embaixador Thomas Greminger, responsável da divisão política de "Segurança Humana" no Ministério helvético das Relações Exteriores. O Congresso Mundial teve a participação de mais de mil pessoas procedentes de todos os cantos do planeta, num total de 58 países representados. Esse mega envento, “contra a justiça”, teve como prinicpais objetivos e pautas “debater sobre preconceitos relativos ao tema; desenvolver os laços entre os partidários da abolição e sensibilizar a opinião pública em relação a essa forma de punição que, na opinião de muitos, contraria a dignidade humana”.

Fonte: http://www.swissinfo.ch/por/index/A_pena_de_morte_e_mais_cara_do_que_a_prisao_perpetua.html?cid=8358614

Durante o encerramento do Congresso, a ministra suíça das Relações Exteriores da Suíça, Micheline Calmy-Rey, se engajou para chegar à abolição universal. Disse ela: "Incontestavelmente, o movimento abolicionista ganha amplitude em todo o mundo [...]. Entramos agora na fase mais delicada do caminho para a abolição mundial".

Fonte: http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Ministra_suica_quer_abolicao_universal_da_pena_de_morte.html?cid=8380870


Apenas três dias depois do IV Congresso Mundial Contra a Pena de Morte, o estado do Texas (EUA), não temendo a opinião pública internacional e não se preocupando em ser “politicamente incorreto”, antes, promovendo a justiça, executou, com injeção letal, nesta terça-feira (02/03/10), Michael Sigala, de 32 anos, condenado à morte pelo assassinato de um casal de brasileiros (Kléber Santos e sua mulher, Lilian), que ocorreu no apartamento dos dois em um subúrbio da cidade de Dallas (Texas), em agosto de 2000.

“Segundo apontou a Promotoria durante o julgamento, o assassino deu um tiro na cabeça de Kléber imediatamente após entrar no apartamento com a intenção de roubar. Depois, torturou e estuprou durante várias horas a mulher, que, antes de também ser baleada na cabeça, foi amarrada”. A execução de Michael Sigala é a terceira deste ano no Texas, Estado onde estão previstas mais três execuções apenas no mês de março.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u701460.shtml

Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:

Os parentes das vítimas vieram à prisão de Huntsville e assistiram à execução. Por telefone, em entrevista ao Jornal da Noite, da Rede Globo (02/03/10), o cunhado de Lillian falou em nome da família. “A família participou do procedimento, da execução do Sr. Michael Sigala. Inclusive presenciando a execução final”. E resumiu o sentimento de todos. “A sensação de que tudo isso acabou e fechou uma cicatriz, uma ferida que estava aberta”.

Fonte:
http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1513099-16021,00-PSICOPATA+QUE+MATOU+CASAL+BRASILEIRO+E+EXECUTADO+NOS+EUA.html

Esse sentimento, resumido na frase destacada acima, além de legítimo, deixa claro que a “única” coisa capaz de satisfazer o “princípio de justiça”, em casos de assassinatos, especialmente aqueles com requintes de crueldade, é a Pena de Morte. As outras questões, como a discussão acerca da diminuição ou não da violência,por exemplo, são questões periféricas diante do sentimento de justiça/injustiça. Esse deve ser o principal motivo do estabelecimento da Pena Capital.

Notem: durante dez anos o assassino do casal esteve preso, mas isso não era suficiente para os familiares das vítimas sentirem-se justiçados. Isso ocorre porque a pena de prisão, ainda que perpétua, para esses casos, não é proporcional à falta praticada, gerando um claro e correto sentimento de injustiça.

Precisamos urgentemente retomar a discussão acerca da Pena Capital, da Pena de Morte. Essa opção legítima da sociedade, reconhecida pelo próprio Deus, gerenciada e executada pelo Estado, não deve ser descartada; antes, devemos promover um amplo debate, envolvendo cientistas, filósofos, teólogos e a sociedade em geral.

Fonte: http://filosofiacalvinista.blogspot.com/2010/03/pena-de-morte-genebra-nega-justica-o.html

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